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Dezesseteª edição do Litoral Encena reúne cerca de 20 espetáculos teatrais com grupos de quatro estados

Festival nacional de teatro de rua e teatro de bonecos inicia programação com montagem de “O Auto da Compadecida” e ocupa diferentes palcos e praças até o dia 20 de setembro.

Começa neste sábado (12/9) a 17ª edição do Litoral Encena – Mostra Nacional de Teatro de Rua e Teatro de Bonecos. A abertura oficial da programação ocorre às 20h, na Praça da Cultura, localizada no Centro, com a apresentação do espetáculo “O Auto da Compadecida”, encenado pelo Grupo Maria Cutia, vindo de Belo Horizonte. A companhia é nacionalmente reconhecida por sua pesquisa que articula música, teatro popular e palhaçaria.

Até o dia 20 de setembro (domingo), o festival prevê a realização de cerca de 20 espetáculos de teatro de rua e teatro de bonecos. Participam companhias locais e de diferentes regiões dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além da Praça da Cultura, as apresentações estão distribuídas pelo Teatro Mario Covas, Auditório Maristela de Oliveira, Centro Comunitário do Pegorelli “Wilson Schmidt Cardoso” e Polo Cultural do Jetuba.

A realização da mostra é da Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba (Fundacc), que tem como propósito promover, preservar e difundir as manifestações culturais, democratizando o acesso à arte e à cultura e contribuindo para a formação de público. O evento também fomenta a diversidade artística ligada ao teatro de rua, teatro de bonecos e circo, valorizando artistas e companhias locais enquanto promove o intercâmbio com profissionais de outras cidades.

A montagem de abertura, dirigida por Gabriel Villela, leva ao palco o clássico de Ariano Suassuna por meio de uma estética cênica e musical marcada pelo humor, teatralidade popular e referências visuais no cenário e no figurino. O espetáculo une tradição circense, números musicais e elementos brechtianos em diálogo com o público. Em cena, os atores revisitam as aventuras de Chicó e João Grilo e executam ao vivo canções de Caetano Veloso, Roberto Carlos, Zeca Baleiro e João do Vale, integrando a pesquisa da “música-em-cena” característica do Grupo Maria Cutia, fundado em 2006 e com histórico de apresentações em seis países, 24 estados e mais de 250 cidades, somando mais de 800 mil espectadores.

A programação da mostra contempla uma extensa agenda de espetáculos ao longo dos dias. No dia 13 de setembro, às 15h, o Auditório Maristela de Oliveira recebe “Aquarela”, também do Grupo Maria Cutia, obra que brinca com a linguagem performativa das artes plásticas com figurinos e cenário pintados ao vivo pelos atores. No mesmo dia, às 20h, a Trupe DuNavô apresenta “Grancirco Dunavô”, espetáculo que homenageia o circo popular brasileiro por meio de números de mágica, dança, equilíbrio e palhaçaria.

No dia 14 de setembro, a programação traz, às 14h, a Cia. Casa Realejo de Teatro com “Malazarte”, ambientada em uma cidade inventada onde tropeiros contam histórias de Pedro Malazarte ao som de canções e sapateados de catira. Às 20h, o Teatro Mario Covas recebe “Cabeça Oca”, da Cia. Talagadá, espetáculo adulto com classificação indicativa de 18 anos que utiliza bonecos, máscaras e vídeo em uma abordagem onírica sobre opressão, violência e preconceito, influenciada pelo surrealismo.

O dia 15 de setembro conta, às 14h, com “O Planeta Das Coisas Onde É Tudo Possível”, da Cia. Filhos de Dionísio, que retrata duas palhaças em viagem espacial em busca de autoconhecimento. Às 20h, a Cia. Caravan Maschera apresenta “Vidas Secas”, livremente inspirada na obra de Graciliano Ramos e na pintura de Cândido Portinari, utilizando bonecos de luva para retratar os retirantes afetados pela seca.

Para o dia 16 de setembro, a agenda apresenta, às 14h, “Pulchinella (Ma non troppo)”, da Cia. Caravan Maschera, que retrata o personagem da Commedia Dell’Arte desafiando autoridades por meio do humor ácido. Às 20h, a Cia. Mundu Rodá conduz o público com “O Extraordinário Baile de Figuras”, um baile cênico-musical com rabeca, violão, guitarra e bateria, onde figureiros apresentam personagens populares e convidam a plateia à participação ativa.

No dia 17 de setembro, às 14h, a Cia. Fios de Sombra encena “Maria dos Céus”, narrativa sobre amizade e contemplação celeste. Às 20h, a Cia. Mundu Rodá retorna com “Memórias da Rabeca”, em que o criador Alício Amaral utiliza sete rabecas para explorar paisagens sonoras ligadas a identidades coletivas e tradições brasileiras.

A programação de 18 de setembro traz, às 14h, no Centro Comunitário do Pegorelli “Wilson Schmidt Cardoso”, o espetáculo “Coração Azul”, da Cia. Us Fulano, uma experiência teatral imersiva sobre a preservação dos oceanos e os impactos da poluição marinha. Às 20h, a Cia. Quase Cinema apresenta “Sombráfrica – Sua Sombra”, trabalho híbrido inspirado na diáspora africana e no poema “Navio Negreiro”, de Castro Alves, unindo dança, ritmos brasileiros e teatro de sombras.

No dia 19 de setembro, às 15h, o Polo Cultural do Jetuba sedia “Cascudo!”, da Cia. As Julietas, espetáculo sobre a vida e as histórias do pesquisador Luís da Câmara Cascudo. Às 20h, o Grupo de Artemis de Teatro apresenta “Vidas Secas – Uma Cantata Nordestina”, versão musicada da obra com trilha sonora original baseada em ritmos como forró e maracatu, interpretada por seis atores e um manipulador de marionetes.

O encerramento, no dia 20 de setembro, ocorre em dois horários. Às 15h, o Grupo Misturarte apresenta “Saudade”, inspirado na obra “A Menina e o Pássaro Encantado”, abordando a liberdade e os laços afetivos por meio de teatro físico e música ao vivo. Às 20h, a Cia. Theatrum Mundi encerra a mostra com “Da Janela, O Mar”, peça que aborda a neurodiversidade, a autonomia e os limites do medo por meio de um diálogo sensível entre atores e bonecos. A organização ressalta que a programação está sujeita a alterações.


Fonte: caraguatatuba.sp.gov.br / Prefeitura de Caraguatatuba

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