Montagem da dupla Negrejar percorreu oito unidades de ensino com foco na primeira infância, unindo dramaturgia, música e conscientização

Fonte: gaz.com.br / GAZ – Notícias de Santa Cruz do Sul e Região
O espetáculo lúdico e interativo Tete e Bitello – Um conto sobre racismo circulou por oito escolas municipais de Santa Cruz do Sul e região, incluindo passagens por unidades de ensino como a Emei Progresso. A iniciativa integrou as ações do Plano de Ação Educação para las Relações Étnico-Raciais (ERER), desenvolvido pela rede municipal de ensino com o propósito de promover uma educação antirracista, inclusiva e representativa desde os primeiros anos de vida.
A circulação da montagem ocorreu por meio de articulação da Secretaria Municipal de Educação (SEE), por intermédio do Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Nerer). A dramaturgia da obra foi concebida especificamente para o público infantil de três a seis anos. Interpretada pela dupla Negrejar, formada pelos atores Sérgio Rosa e Jaqueline Santos, de Venâncio Aires, a peça utilizou recursos como músicas, coreografias e interação direta com o público para adequar a linguagem ao tempo de atenção e à compreensão das crianças.
O enredo acompanha a amizade entre Tete, uma menina negra que passa a temer a própria identidade em decorrência de episódios em que outras crianças recusam sua companhia nas brincadeiras, e Bitello, que parte em sua busca. A encenação aborda temas como preconceito, estereótipos, amizade e autoaceitação, personificando o racismo como um monstro que precisa ser combatido.
A coordenadora do Nerer, Daniela dos Santos, apontou que o contato das crianças com diferentes culturas desde a primeira infância é essencial para o desenvolvimento do respeito às diferenças e da valorização identitária. Segundo a gestora, a linguagem cênica funciona como um veículo mediador para que o aprendizado ocorra por meio da arte e do lúdico. O ator Sérgio Rosa acrescentou que o grupo buscou construir uma estética colorida e participativa para tratar de um tema complexo.
Na Emei Progresso, a diretora Raquel Rodrigues destacou que a instituição intensificou o trabalho pedagógico com a temática do ERER ao longo de três meses, voltando-se para turmas de três a cinco anos. A diretora pontuou a relevância de abordar a pauta em comunidades que enfrentam vulnerabilidade socioeconômica, enfatizando que a infância constitui o período adequado para a transmissão desses valores.
A programação da dupla Negrejar contemplou oito escolas da rede municipal, ocorrendo de forma distribuída ao longo de dois dias. Entre as instituições atendidas, além da Emei Progresso, figuraram a Emei Paraíso Infantil, a Emei Gente Miúda, a Emei Pingo de Gente, a Emei Bem-Me-Quer, a Emei Sildo Paulo Goettert, a Emei Pequeninos do Faxinal e a Emei Vovô Arlindo. A seleção das unidades priorizou aquelas com maior concentração de matrículas infantis. A continuidade das ações de educação antirracista por meio das artes cênicas está programada para ter seguimento no próximo ano letivo.
Serviço:
Evento: Espetáculo Tete e Bitello – Um conto sobre racismo
Artistas: Dupla Negrejar (Sérgio Rosa e Jaqueline Santos)
Realização: Secretaria Municipal de Educação (SEE) e Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Nerer)
Locais: Rede municipal de ensino de Santa Cruz do Sul e Rio Pardinho, incluindo a Emei Progresso e outras sete escolas municipais
Público recomendado: Crianças de três a seis anos
Fonte:
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