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Projeto em Belo Horizonte resgata a história do teatro de rua por meio de oficinas e publicação digital

Teatral I.a|

Iniciativa contemplada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura promove formação artística gratuita e mapeia a atuação de companhias das décadas de 1980 e 1990 na capital mineira

A cena cênica de Belo Horizonte ganha novas frentes de pesquisa, formação artística e difusão cultural com o lançamento do projeto A Rua como Palco: Memória do Teatro de Rua em BH. Viabilizada por meio de recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, a iniciativa tem início em novembro de 2026 e estrutura-se em duas vertentes principais: a realização de cinco oficinas presenciais de iniciação ao teatro de rua e a produção de uma revista digital voltada ao resgate histórico dessa linguagem na capital mineira, com foco especial nas produções desenvolvidas ao longo das décadas de 1980 e 1990.

A concepção do projeto é assinada pela atriz e gestora cultural Sinara Teles, responsável pela gerência executiva, em parceria com o ator, diretor e arte-educador Gil Ramos. De acordo com os realizadores, a proposta fundamenta-se na necessidade de preservar e difundir a memória teatral urbana, destacando a relevância dos coletivos que ocuparam espaços públicos para promover a democratização do acesso à arte e estreitar os laços entre cultura, território e cidadania.

As atividades formativas começam em novembro de 2026 e visam fortalecer a produção contemporânea de teatro de rua na cidade. Serão disponibilizadas até 80 vagas distribuídas em cinco turmas, com limite de 16 participantes por grupo. Cada etapa formativa terá carga horária total de 15 horas, fracionadas em cinco encontros de três horas cada. O conteúdo programático abrange jogos teatrais, práticas corporais e vocais, técnicas de improvisação, escuta, exercícios de presença e deslocamento urbano, além de processos de criação coletiva de cenas.

As aulas ocorrerão em centros culturais localizados nas regionais Barreiro, Norte e Venda Nova, utilizando tanto as dependências internas dos espaços quanto áreas externas — a exemplo de ruas, praças e pátios —, de modo a incentivar a experimentação da cidade como território de expressão artística. O encerramento de cada oficina prevê uma prática cênica aberta ao público, propiciando a integração entre os cursistas, os moradores locais e os espectadores.

A programação das oficinas e respectivas práticas abertas ocorre nos seguintes locais e datas: no Centro Cultural Urucuia, os encontros acontecem de 3 a 7 de novembro, com prática aberta no dia 7 de novembro, às 15h30; no Centro Cultural Zilah Spósito, as aulas ocorrem nos dias 3, 5, 10, 12 e 14 de novembro, culminando em prática aberta em 14 de novembro, às 10h; no Centro Cultural Bairro das Indústrias, a atividade realiza-se de 24 a 28 de novembro, com apresentação pública em 28 de novembro, às 10h30; no Centro Cultural Jardim Guanabara, a programação transcorre nos dias 1º, 3, 4, 5 e 10 de dezembro, com prática aberta no dia 10 de dezembro, às 15h30; por fim, no Centro Cultural Venda Nova, as aulas ocorrem de 8 a 12 de dezembro, com prática aberta em 12 de dezembro, às 20h30.

As aulas serão conduzidas por Gil Ramos, com a participação do ator, diretor e gestor cultural Rogério Gomes, que exerce a coordenação geral do projeto. As inscrições encontram-se abertas e devem ser realizadas mediante o preenchimento de formulário eletrônico disponível na biografia do perfil oficial do projeto no Instagram (@aruacomopalco).

Parallelamente à frente formativa, o projeto contempla a publicação de uma revista digital voltada à preservação da memória do teatro de rua belo-horizontino. Sob a curadoria e organização editorial do historiador Bruno Viveiros, a pesquisa historiográfica apoia-se em levantamento bibliográfico, consulta a acervos públicos e privados, jornais, fotografias e registros acadêmicos, além de ampla coleta de depoimentos por meio da história oral. O eixo de investigação concentra-se na trajetória de quatro grupos fundamentais do período: Grupo Galpão, Grupo Revil a Volta, Grupo Teatro Kabana e Companhia Del Pala.

O periódico digital trará textos contextuais, ensaios visuais e entrevistas com nomes expressivos da cena, como Chico Pelúcio, Nélida Prado, Wesley Simões, Carluty Ferreira e o próprio Gil Ramos. Com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2027 no Centro Cultural Venda Nova, a revista será distribuída gratuitamente em formato PDF e contará com versão em áudio contendo recursos de audiodescrição, visando garantir acessibilidade a pessoas com deficiência visual. A tiragem digital e os materiais informativos serão compartilhados com escolas públicas, universidades, bibliotecas, centros culturais e pesquisadores das artes da cena, com meta inicial de alcançar 400 leitores.

Serviço:

Evento: Projeto A Rua como Palco: Memória do Teatro de Rua em BH
Local: Centros Culturais Urucuia, Zilah Spósito, Bairro das Indústrias, Jardim Guanabara e Venda Nova
Data: De 3 de novembro a 12 de dezembro de 2026
Inscrições: Formulário eletrônico disponível na biografia do Instagram @aruacomopalco
Entrada: Gratuita
Acessibilidade: Revista digital com versão em áudio e audiodescrição


Fonte:
bheventos.com.br / BH Eventos

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