Erika Ferreira, atriz e diretora de teatro com forte atuação social, morre com suspeita de COVID-19

A atriz, diretora e professora de teatro Erika Ferreira, da Companhia Teatral Agromelados, morreu hoje, com suspeita de COVID-19.

A atriz, diretora e professora de teatro Erika Ferreira faleceu, possivelmente vítima da COVID-19.

Fonte: diariodorio.com

Natural de São Gonçalo, Érika começou sua carreira de atriz em 1991. A atriz e diretora era conhecida por sua forte atuação social e junto ao movimento negro, assim como sendo muito ativa no ensino do Teatro. Segundo a Oficina Social de Teatro, Erika havia sido internada na última terça-feira, com gripe forte e falta de ar. Ela era diabética e estava internada no Hospital de Clínicas Alameda, em Niterói.
Erika, que tinha 39 anos de idade, se formou pela Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna. Participou como atriz de vários espetáculos, como o elogiado “Omi – do leito ao mar” da Companhia Ávida, e por esse trabalho ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no 13° Festival Nacional de Teatro, e teve também outras indicações.
Na área de produção, trabalhou durante 5 anos na escola de Teatro Martins Penna  na função de diretora de produção e realizou uma gama de eventos, tendo tido acesso a muitos nomes importantes do meio artístico, como a grande Bibi Ferreira, Milton Gonçalves e outros.

Participou de várias oficinas de teatro, sendo conhecida pela atuação na Companhia Amok. Ganhou prêmios e indicações como diretora, em Niterói. Participou do espetáculo “É samba na veia, é candeia”, que ganhou o prêmio Shell de melhor direção musical em 2009.
Integrou e dirigiu a Agromelados Cia de Teatro, que já participou de vários festivais de esquetes. Chegou a fazer peças infantis. Dirigiu as leituras dramatizadas “Transegun de Cuti” em Maio de 2016, “Liberdade, Liberdade”, de Flávio Rangel e Millôr Fernandes em Setembro de 2017, ambos no Teatro Municipal de Niterói e em Julho de 2018 dirigiu, do texto de Abdias do Nascimento, a peça “Sortilégio no Solar do Jambeiro”. Trabalhava na na Oficina Social de Teatro desde 2012 como professora, na parte de produção e coordenação pedagógica.
Erika era casada com o ator Sylvio Moura. Seu corpo será cremado numa cerimônia fechada às 14:00 de domingo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *